Dr. Nelson explica sobre as manifestações da doença recentemente revelada pela modelo Carol Ribeiro
A modelo brasileira Carol Ribeiro, acostumada com as passarelas internacionais, revelou recentemente nas redes sociais e entrevistas que foi diagnosticada com Esclerose Múltipla. Doença neurológica autoimune de diagnóstico complexo que compromete o sistema nervoso central e pode levar a alterações na visão, no equilíbrio e na capacidade muscular, comprometendo a qualidade de vida do paciente.
“A esclerose múltipla é uma doença crônica que atinge o sistema nervoso central, caracterizada por exacerbações e remissões de suas manifestações, ao atacar a medula espinhal, o sistema nervoso central e o cérebro. Ela é um processo autoimune, que ocorre quando o organismo não reconhece a mielina, substância que envolve os neurônios, atacando e prejudicando as transmissões nervosas, causando manifestações clínicas variadas. Alterações sensitivas como parestesia, sensação de formigamento ou perda motora, dificuldades para marcha, fraqueza ao caminhar, diplopia, ou seja, visão dupla, além de se manifestar de outras inúmeras maneiras”, explica o clínico, Dr. Nelson Ubaldo Filho.
Outros sintomas de esclerose múltipla podem ser, alterações da sensibilidade, alteração esfincteriana, fadiga, câimbras, perda visual, dificuldades para caminhar, falar, vertigem, dor facial, alteração da memória, dores de cabeça, sintomas até psiquiátricos, além de a presentar, perda auditiva, fraqueza facial, dificuldade para deglutir, perda de consciência, alterações no paladar, além de outros.
“Como é uma doença com muitos sintomas, acaba sendo um pouco mais difícil, inicialmente fazer um diagnóstico, sendo necessário complementar com exame laboratorial através do licor cefalorraquidiano, em uma punção lombar para retirada de algumas proteínas para pesquisa, ou também através do exame de ressonância magnética, onde é possível observar as placas desmielinizadas na substância branca”, informa o médico.
Sinais de alarme
Dr. Nelson indica as pessoas que ao sentirem alguma alteração neurológica, como alterações da visão, da sensibilidade e dos movimentos, sem uma causa definida, por vários dias, devem procurar uma avaliação médica.
Causas
As causas da esclerose múltipla são multifatorial, mas alguns estudos apontam maior incidência em pessoas que tenham predisposição genética, as que foram expostas a determinados fatores ambientais, deficiência em vitamina D, infecções virais na infância, obesidade infantil e outras.
Tratamento
A esclerose múltipla não tem cura. O tratamento, no geral, são medicações que podem ser orais, injetáveis e infusionais, que inibem a capacidade do cérebro de não reconhecer a proteína mielina, que contribuem para reduzir a inflamação do sistema nervoso central.
“ A esclerose múltipla não tem cura, mas com acompanhamento médico e tratamento adequado ajudam o paciente a ter uma qualidade de vida”, completa.

Dr. Nelson Ubaldo Filho – CRM 3097 RQE 10163