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O futuro da medicina é agora: Provida debate Inteligência Artificial e o papel do médico na era digital

Conduzida pelo CEO Henrique Otte e realizada para os médicos do Complexo Médico

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma ferramenta cada vez mais presente na prática médica. Dos sistemas de apoio aos diagnósticos à análise de exames, da organização de informações clínicas à medicina personalizada, a tecnologia vem transformando a forma de atuar dos profissionais da saúde. Diante desse cenário, o Complexo Médico Provida, em Tubarão, promoveu, recentemente, uma palestra exclusiva para seus médicos, com o tema: A Nova Era da Medicina: Inteligência Artificial, Inovação e o Médico do Futuro, conduzida pelo moderador Henrique Otte.

O encontro reuniu doutores de diversas especialidades para discutir como a IA está remodelando os serviços em saúde e quais competências pessoais serão indispensáveis para os médicos que desejam acompanhar essa transformação.

“A Inteligência Artificial não vai substituir o médico, mas o médico que não usa Inteligência Artificial poderá ser substituído por aquele que sabe utilizá-la”, destacou, em sua fala inicial, o palestrante Henrique Otte.

Essa frase, conforme o moderador, não representa uma ameaça à profissão, mas um convite à adaptação e à inovação. Assim como outras tecnologias passaram a fazer parte da rotina médica ao longo das últimas décadas, a IA surge capaz de ampliar a capacidade de análise, otimizar processos, apoiar a tomada de decisões e estar mais próximo do paciente, sem substituir o conhecimento, a experiência e a avaliação profissional.

Como se preparar o agora?

Durante a explanação, Henrique apresentou cinco atitudes consideradas fundamentais para que os médicos acompanhem essa nova realidade.

1. Experimente ferramentas reais

O primeiro passo é conhecer, na prática, as soluções de IA disponíveis, para organização de informações, apoio à pesquisa científica, elaboração de documentos e auxílio na interpretação de dados que já fazem parte da rotina de milhares de profissionais da saúde. A familiaridade com esses recursos permite compreender seu potencial e também suas limitações.

2. Aprenda a questionar a IA

A IA fornece respostas rápidas, mas elas precisam ser analisadas criticamente. O médico continua sendo responsável por validar, interpretar e tomar decisões baseadas em evidências científicas e na realidade de cada paciente.

3. Desenvolva o pensamento probabilístico

A medicina sempre lidou com incertezas e a IA trabalha justamente com probabilidades. É preciso saber interpretar riscos, reconhecer diferentes possibilidades diagnósticas e compreender as limitações dos algoritmos.

4. Invista no que a máquina não tem

Empatia, comunicação, escuta qualificada, ética, sensibilidade e capacidade de criar vínculo continuam sendo atributos exclusivamente humanos.

5. Educação continuada em saúde digital

A atualização constante deixa de ser um diferencial para se tornar uma necessidade. O avanço acelerado das tecnologias exige que médicos busquem capacitação permanente em temas relacionados à saúde digital, IA e inovação.

A IA não é substitui o raciocínio humano, ela deve ser usada como aliada para o atendimento mais eficiente, preciso e seguro, permitindo que o médico seja um orquestrador, que a use com criatividade e que o profissional continue aprendendo e se adaptando continuamente. Porque o médico do futuro, não é o que sabe de memória. É o que usa melhor a inteligência artificial”, completa.

Henrique Otte

Empreendedor, consultor, autor, palestrante, mentor, professor e investidor anjo e formador de mais de 200 startups. CEO e Founder na Bridge Aceleradora, parte da Rede da Incubadora Celta e Founder no Bridge Bank. Conselheiro em diversas empresas nacionais e internacionais. Administrador, Mestre em Gestão da Inovação, consultor certificado da Rede Catarinense de Inovação. Professor de Pós-Graduação junto ao SENAC e outras diversas IES nacionais e internacionais. Vencedor do Sinapse da Inovação 2013, criador do MBI (Master in Business Innovation) na Católica de SC, criador do MBA e do Laboratório de Empreendedorismo e Inovação na Estácio pelo qual foi vencedor do Spark Awards 2015 . Foi Diretor de Tecnologia da Informação na Prefeitura de Balneário Camboriu, Diretor na Junta Comercial Brasil Portugal SC, membro do Conselho de Inovação e Arranjo Promotor de Inovação em Educação da Prefeitura de Florianópolis e Membro do conselho diretor do Instituto Centro Sapiens. Liderou e participou de projetos junto a South America Foods (PepsiCo Latin America), SEBRAE, INEP, PAHO, ANVISA, FAPESC, ALCATEL, entre outras várias empresas e entidades nacionais e multinacionais de diversos tamanhos e segmentos de mercado.

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