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Dia Mundial da Esclerose Múltipla é lembrado para conscientização

Sintomas e manifestações da doença precisam ser esclarecidos

O Dia Mundial da Esclerose Múltipla é lembrado em 30 de maio com o objetivo de conscientizar sobre o impacto social, cultural e econômico da doença, além de promover ações de apoio e inclusão para os pacientes. Criada em 2009 pela Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF), a data mobiliza campanhas em vários países. A esclerose múltipla é uma das doenças neurológicas mais comuns, afetando mais de 2,8 milhões de pessoas no mundo e cerca de 40 mil brasileiros, conforme a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

“A esclerose múltipla é uma doença crônica que atinge o sistema nervoso central, caracterizada por exacerbações e remissões de suas manifestações, ao atacar a medula espinhal, o sistema nervoso central e o cérebro. Ela é um processo autoimune, que ocorre quando o organismo não reconhece a mielina, substância que envolve os neurônios, atacando e prejudicando as transmissões nervosas, causando manifestações clínicas variadas. Alterações sensitivas como parestesia, sensação de formigamento ou  perda motora, dificuldades para marcha, fraqueza ao caminhar, diplopia, ou seja, visão dupla, além de se manifestar de outras inúmeras maneiras”, explica, Dr. Nelson Ubaldo Filho

Outros sintomas de esclerose múltipla podem ser, alterações da sensibilidade, alteração esfincteriana, fadiga, câimbras, perda visual, dificuldades para caminhar, falar, vertigem, dor facial, alteração da memória, dores de cabeça, sintomas até psiquiátricos, além de a presentar, perda auditiva, fraqueza facial, dificuldade para deglutir, perda de consciência, alterações no paladar, além de outros.

“Como é uma doença com muitos sintomas, acaba sendo um pouco mais difícil, inicialmente fazer um diagnóstico, sendo necessário complementar com exame laboratorial através do licor cefalorraquidiano, em uma punção lombar para retirada de algumas proteínas para pesquisa, ou também através do exame de ressonância magnética, onde é possível observar as placas desmielinizadas na substância branca”, informa o médico.

Conscientização

A criação da data e a adesão de diversos países reforçam a necessidade de combater o preconceito e garantir mais inclusão para quem convive com a esclerose múltipla. A campanha anual visa disseminar informações confiáveis e oferecer suporte emocional e médico, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento.

Sinais de alarme

Dr. Nelson indica as pessoas que ao sentirem alguma alteração neurológica, como alterações da visão, da sensibilidade e dos movimentos, sem uma causa definida, por vários dias, devem procurar uma avaliação médica.

Causas

As causas da esclerose múltipla são multifatorial, mas alguns estudos apontam maior incidência em pessoas que tenham predisposição genética, as que foram expostas a determinados fatores ambientais, deficiência em vitamina D, infecções virais na infância, obesidade infantil e outras.

Tratamento

A esclerose múltipla não tem cura. O tratamento, no geral, são medicações que podem ser orais, injetáveis e infusionais, que  inibem a capacidade do cérebro de não reconhecer a proteína mielina, que contribuem para reduzir a inflamação do sistema nervoso central.

“ A esclerose múltipla não tem cura, mas com acompanhamento médico e tratamento adequado ajudam o paciente a ter uma qualidade de vida. O diagnóstico precoce é essencial para que o paciente possa receber o tratamento mais adequado, minimizando sequelas e mantendo a independência nas atividades diárias ”, completa.

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