Avaliação com um otorrinolaringologista e acompanhamento fonoaudiológico especializado são as indicações para tratamento correto
Muitas famílias acreditam que seus filhos apresentam problemas de audição, quando, na verdade, a dificuldade, não é a audição, mas interpretação e organização das informações sonoras recebidas pelo cérebro. Foi o que ocorreu com uma das gêmeas, de 7 anos, paciente do Complexo Médico Provida que melhorou seu desempenho escolar após realizar um Processamento Auditivo Central e fazer acompanhamento fonoaudiológico especializado.
“O Processamento Auditivo Central (PAC) é o conjunto de habilidades que permite ao cérebro compreender os sons que chegam aos ouvidos. Então, não basta escutar, é preciso interpretar corretamente aquilo que foi ouvido. Quando esse processamento apresenta alterações, a criança pode ter dificuldades importantes no aprendizado, na comunicação e até nas relações sociais. A indicação correta é fazer uma avaliação detalhada com um otorrinolaringologista e se identificado, alguma mudança no Processamento Auditivo Central e iniciar um programa terapêutico individualizado”, explica a fonoaudióloga Eliza Silva dos Santos.
A especialista destaca que o PAC envolve habilidades como localizar sons, diferenciar palavras, compreender a fala em ambientes ruidosos, manter a atenção auditiva e memorizar sequências de informações sonoras. Alterações nessas habilidades podem comprometer significativamente o aprendizado, mesmo quando a audição periférica está preservada.
“Poucos tempo, conforme cada caso, após iniciar a terapia, a criança consegue compreender melhor as instruções, ganhar mais confiança, apresentar melhora na leitura, na escrita e no desempenho escolar. Impactando, muitas vezes, positivamente na autoestima”, destaca.
Sinais que merecem atenção
A fonoaudióloga orienta os adultos ficar atentos a alguns comportamentos frequentes, como:
- dificuldades para entender o que é falado em locais com barulho;
- necessidade constante de pedir que as pessoas repitam suas falas;
- distração durante explicações orais;
- problemas na leitura, na escrita e em seguir instruções com várias etapas;
- baixo rendimento escolar sem causa aparente;
- dificuldades para memorizar informações apresentadas verbalmente.
“Esses sinais não significam necessariamente que a criança tenha problemas de processamento auditivo, mas indicam que ela precisa de uma avaliação especializada para identificar a origem da dificuldade”, completa.

Eliza da Silva dos Santos – Fonoaudióloga – CREFONO/SC 10591