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DOENÇA FALCIFORME: Problema de saúde que não tem cura, mas tem rastreamento e tratamento

Dia 19/06 é o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme

Você já ouviu falar sobre anemia falciforme? Doença não muito conhecida, de procedência genética, hereditária, caracterizada por alterações nos glóbulos vermelhos do sangue. Problema de saúde que não tem cura, mas tem rastreamento e tratamento.
Desde 2008 a Organização das Nações Unidas, estabeleceu que 19 de junho seria o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, com a finalidade de divulgar a presença dessa doença e alertar a população sobre como proceder em casos de sintomas e sobre a importância da realização do teste do pezinho.

A anemia falciforme é uma doença que passa dos pais para os filhos ou por mutação genética, apresenta alteração na hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos do sangue, dificultando a passagem de oxigênio para o cérebro, pulmões, rins e outros órgão, deixando-os parecidos com uma foice, formato que gerou o seu nome: falciforme. Essas células possuem a um tipo de hemoglobina defeituosa (hemoglobina S) que em diversas ocasiões faz com que a membrana dos glóbulos vermelhos fique alterada formando a célula uma forma de foice e com capacidade de se romper e aglutinar com mais frequência causando os sintomas principalmente anemia e dores ósseas.”

Hematologista do Complexo Médico Provida, Dra. Maria Zélia Baldessar

Conforme a médica, essa doença pode se manifestar em diferentes formas. Algumas pessoas podem apresentar sintomas leves, outras um ou mais sinais dependendo do percentual de hemoglobina anômala (hemoglobina S) encontradas sendo que os sintomas podem aparecer já no primeiro ano de vida da criança.

O teste do pezinho é essencial pois é através dele que se faz o rasteio e a possível presença da anomalia na triagem neonatal e se estiver positivo o diagnóstico definitivo se dá através da eletroforese de hemoglobina. “As complicações da doença podem se manifestar em anemia crônica, crises dolorosas associadas ou não a infecções, retardo do crescimento, infecções e infartos pulmonares, acidente vascular cerebral, inflamações e úlceras.

Toda criança que tenha o teste do pezinho positivo para doença falciforme deve ser acompanhada pelo seu pediatra ou médico da atenção primaria para o correto diagnostico e acompanhamento para evitar as complicações que a doença traz”, ressalta a Dra. Maria Zélia.

Sintomas

Os sintomas geralmente encontrados quando a doença é detectada na eletroforese de hemoglobina:

  • Crises de dor: é a mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo atingir qualquer parte do corpo. As crises têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano. Geralmente associadas ao tempo frio, infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação;
  • Síndrome mão-pé: nas crianças pequenas as crises de dor podem ocorrer nas mãos e nos pés, com inchaço, dor e vermelhidão;
  • Infecções: as pessoas portadoras têm maior propensão a infecções, principalmente as crianças com ocorrências de pneumonias e meningites. Vacinas especiais são indicadas para prevenir complicações.
  • Úlceras (ferida) de perna: ocorre mais frequentemente próximo aos tornozelos. Se não tratada corretamente pode levar anos para a cicatrização. Para prevenção os pacientes devem usar meias grossas e sapatos;
  • Sequestro do sangue no baço: em crianças com doença, o baço pode aumentar rapidamente por resgatar todo o sangue, levando-as rapidamente à morte por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. Exige tratamento emergencial.

Tratamento

A doença não tem cura mas ao ser descoberta, ainda bebê se faz necessário acompanhamento médico adequado, baseado num programa de atenção integral. Programa em que os pacientes são acompanhados por equipe capacitada, por toda a vida.

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