Especialista do Provida alerta para cuidados no dia a dia com uso de fones
Os fones de ouvido fazem parte da rotina de milhares de pessoas, seja para ouvir música, assistir vídeos, estudar, trabalhar ou atender chamadas. Mas será que o uso frequente desses dispositivos pode prejudicar a audição? Para a fonoaudióloga do Complexo Médico Provida, Alexandra Aline Lewkowicz Dick, a resposta depende, principalmente, da forma como eles são utilizados.
“ O problema não está exatamente no fone de ouvido, mas sim no volume elevado e no tempo prolongado de exposição ao som. Quando a pessoa utiliza o fone com intensidade sonora muito alta, principalmente por várias horas seguidas, existe, sim, risco de danos auditivos. A exposição contínua ao som excessivo pode lesionar as células responsáveis pela audição, e essa perda pode ser gradual e, muitas vezes, irreversível”, explica Alexandra.
Conforme a especialista, um dos hábitos mais comuns e preocupantes é aumentar o volume para abafar ruídos externos, especialmente em ambientes movimentados, como ruas, academias, transporte público ou locais de trabalho.
“Muitas pessoas acabam elevando demais o som sem perceber. Isso aumenta significativamente o risco de alterações auditivas, zumbidos, desconfortos e, ao longo do tempo, perda auditiva”, alerta.
Entre os sinais de que a audição pode estar sendo afetada estão dificuldade para entender conversas, necessidade de aumentar constantemente o volume de aparelhos eletrônicos, sensação de ouvido abafado e presença de zumbidos.
Mas isso não significa que seja preciso abandonar os fones de ouvido. O segredo está no uso consciente. A recomendação é seguir a chamada regra 60/60: utilizar os fones em até 60% do volume máximo por, no máximo, 60 minutos seguidos, fazendo pausas entre os períodos de uso.
Outro cuidado importante, segundo Alexandra Aline, é a higiene dos dispositivos. Fones compartilhados ou mal higienizados podem favorecer irritações e infecções no ouvido.
“É importante limpar os fones regularmente, evitar compartilhar quando possível e também respeitar os sinais que o próprio corpo dá. Se houver desconforto, zumbido ou qualquer mudança na audição, o ideal é procurar avaliação especializada”, orienta.
A prevenção continua sendo a melhor forma de preservar a saúde auditiva. Consultas periódicas e atenção aos hábitos diários ajudam a evitar problemas futuros e garantem mais qualidade de vida.

Alexandra Aline Lewkowicz Dick – Fonoaudióloga – CREFONO/SC – 8722